O Distrito Federal segue ampliando sua rede de mobilidade ativa. Programa batizado de "Vai de Bike", o esforço do Governo do Distrito Federal (GDF) já colocou a capital federal na 2ª posição do ranking nacional de infraestrutura cicloviária — atrás apenas de São Paulo — e mira romper a marca de 1.000 km ainda em 2026.
Em resumo
- DF soma hoje 745 km de vias para bicicleta, entre ciclovias, ciclofaixas, calçadas compartilhadas, trechos em parques e ciclorrotas.
- Investimento de cerca de R$ 56 milhões deve entregar mais 90 km até o fim de 2026.
- Sistema de bicicletas compartilhadas já soma mais de 332 mil usuários cadastrados e 1,25 milhão de viagens acumuladas.
- Prioridade da nova fase: conectar trechos isolados a estações de metrô e corredores de ônibus.
De obra isolada a rede conectada
A malha cicloviária do DF é hoje composta por 509,2 km de ciclovias, 75,8 km de ciclofaixas, 61,2 km de calçadas compartilhadas, 68,6 km de estruturas em parques, além de ciclorrotas e zonas de tráfego reduzido — um total de 745 km. Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF (Semob), o objetivo da fase atual não é apenas somar quilômetros, mas conectar trechos que hoje terminam sem continuidade, permitindo que o ciclista atravesse diferentes regiões administrativas com segurança.
Mais 90 km até dezembro
O GDF projeta um investimento de aproximadamente R$ 56 milhões para entregar cerca de 90 km de novas ciclovias até o fim de 2026, o que deve levar o Distrito Federal a ultrapassar a marca de 1.000 km — consolidando-o entre as maiores redes do país. As obras são coordenadas pela Semob-DF e executadas pela Secretaria de Obras e Infraestrutura e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com projetos em regiões como Lago Sul, Lago Norte e conexões entre Samambaia, Taguatinga e Ceilândia.
Dica do Vaca
Quilometragem de ciclovia é manchete fácil; conexão de rede é o que realmente muda sua rota do dia a dia. Antes de comemorar o número redondo, confere se dá pra sair de casa e chegar ao trabalho sem precisar descer da bike no meio do caminho.
Bicicletas compartilhadas em alta
Além da malha física, o sistema de bicicletas compartilhadas do DF segue crescendo: são mais de 332 mil usuários cadastrados e 1,25 milhão de viagens acumuladas até agora. Para o GDF, a integração entre ciclovias, estações de metrô e corredores de ônibus é o que transforma a bicicleta numa alternativa real de transporte diário — e não apenas numa opção de esporte e lazer de fim de semana.
Conclusão
Se a meta de 1.000 km for cumprida até dezembro, o Distrito Federal se firma como uma das capitais mais cicláveis do país — desde que a conectividade entre os trechos, e não só a extensão total, continue sendo a prioridade da próxima fase.
Leitura do Pelotão
Todo ano aparece um anúncio de "recorde de quilômetros de ciclovia" em alguma capital brasileira — o que poucos anos entregam é a parte chata e essencial: a conexão entre os pedaços. O DF parece ter entendido isso dessa vez. Vamos cobrar o resultado em dezembro.
Reportagem produzida pela redação O Vaca Ciclista. O conteúdo reflete nossa paixão pelo pedal e compromisso com a precisão técnica.